A Espanha conquistou seu segundo mundial ao derrotar, nesse domingo (19), a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. O gol foi marcado por Ferran Torres, na prorrogação. Com o título, a Fúria junta-se a França e Uruguai, que também possuem dois Mundiais.
Se o brilhantismo de Lionel Messi teve enorme papel na classificação da Argentina à decisão, o jogo coletivo da formação europeia acabou prevalecendo na luta pelo título, com uma vitória por 1 a 0, definida na prorrogação.
O craque da formação celeste foi muito bem marcado na tarde de domingo (19), Os comandados de Luis de la Fuente não deram chances de gol ao adversário. Dominaram as ações a seu estilo, sem pressa, e tiveram a oportunidade de jogar os 30 minutos extras com um jogador a mais.
Nos acréscimos da etapa final, Enzo Fernández levou o segundo amarelo e foi expulso por falta dura em Cubarsí – minutos antes, levara tolamente o primeiro cartão, por reclamação espalhafatosa. Então, a Espanha achou o espaço para, após múltiplas tentativas, furar o bloqueio alviceleste e bater o goleiro Emiliano Martínez.
O gol saiu no primeiro minuto do segundo tempo extra. Pedro Porro recebeu de Lamine Yamal e cruzou para Nico Williams, que escorou de cabeça para o herói do dia, Ferran Torres. Àquela altura, a campeã mundial de 2022 tinha a incrível estatística de zero finalização. E, com um a menos, não teve força para repetir as viradas vistas em fases anteriores.
A Espanha chegou, assim, ao bicampeonato mundial. Vencedora em 2010, na África do Sul, com a excepcional geração liderada por Andrés Iniesta e Xavi Hernández, voltou ao topo apostando outra vez no toque de bola. E outra vez contando com uma defesa firme.
Coube a Rodri, eleito o melhor jogador da competição, levantar o troféu, entregue pelas mãos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino. Vaiado por boa parte do público ao entrar no gramado, Trump fez questão de ficar ao lado dos jogadores no momento em que a taça foi erguida.
Vantagem europeia
O título da Espanha ampliou para três taças a vantagem europeia sobre a América do Sul na história das Copas. O placar continental passou a ser de 13 a 10.
A Europa soma quatro conquistas da Alemanha, quatro da Itália, duas da França, duas da Espanha e uma da Inglaterra. Os sul-americanos têm cinco do Brasil, três da Argentina e duas do Uruguai.
A disputa foi liderada por seleções da América do Sul durante longos períodos do século passado. A Europa virou o confronto no século XXI e passou a construir sua maior vantagem.
Nenhuma seleção de África, Ásia, América do Norte ou Oceania foi campeã. As 23 edições permanecem divididas exclusivamente entre europeus e sul-americanos.
Campeões da Copa
Realizada desde 1930, a Copa do Mundo tem apenas oito campeões diferentes.
• Brasil: 5 (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
• Alemanha: 4 (1954, 1974, 1990 e 2014)
• Itália: 4 (1934, 1938, 1982 e 2006)
• Argentina: 3 (1978, 1986 e 2022)
• Espanha: 2 (2010 e 2026)
• França: 2 (1998 e 2018)
• Uruguai: 2 (1930 e 1950)
• Inglaterra: 1 (1966)
Ficha técnica
Espanha – Unai Simón; Pedro Porro, Laporte (Eric García), Cubarsí e Cucurella; Fabián Ruiz (Pedri), Álex Baena (Nico Williams) e Rodri (Zubimendi); Dani Olmo (Mikel Merino), Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal (Ferran Torres).
Técnico: Luis de la Fuente
Argentina – Emiliano “Dibu” Martínez; Tagliafico, Montiel (Molina), Lisandro Martínez (Nicolás Otamendi) e Romero (Facundo Medina); Rodrigo De Paul (Giuliano Simeone), Nico González (Leandro Paredes), Mac Allister e Enzo Fernández; Julián Álvarez (Marcos Senesi) e Lionel Messi.
Técnico: Lionel Scaloni
Local: Estádio MetLife, nos Estados Unidos
Público: 80.663 espectadores
Árbitro: Slavko Vincic (SVN)
Assistentes: Tomaz Klancnik (SVN) e Andraz Kovacic (SVN)
VAR: Bastian Dankert (ALE)
Gols: Ferran Torres (1 minuto do 2º tempo da prorrogação, Espanha)

















