O diretório estadual do Partido Progressistas (PP) no Rio Grande do Sul rompeu com o governador do estado, Eduardo Leite (PSD-RS), e fechou um acordo com o PL, mirando as eleições de 2026. A decisão foi tomada pensando, principalmente, na disputa pelo governo do estado.
O presidente do PP no RS, Covatti Filho (PP) afirmou ao que reuniu membros do diretório estadual no último dia 20 para discutir as alianças políticas da sigla no estado, quando a decisão foi tomada em conjunto.
Ele ainda afirmou que não há clima ruim com o governador Eduardo Leite, sendo apenas uma questão estratégica. “Não temos nada contra o Leite”, esclareceu
Em um primeiro momento, a sigla deve investir em um projeto próprio, no qual o parlamentar figura como pré-candidato ao governo do estado. A mesma estratégia deve ser adotada pelo PL, que oficializou o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) como pré-candidato ao governo gaúcho.
A ideia é testar a força dos nomes. Em abril, os partidos pretendem realizar uma pesquisa para ver “quem se sai melhor” e, a depender do resultado, definir os próximos passos.
Caso Zucco se saia melhor, o PP deve apoiar o bolsonarista. Caso a sigla comandada por Ciro Nogueira (PP) tenha o melhor desempenho, o cenário se inverte. Quem não encabeçar a chapa fica com o crédito para indicar o vice e um nome para uma das vagas no Senado pelo RS.
A decisão final deve ser tomada em uma convenção do partido em julho. Segundo a decisão tem apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Desembarque do governo
Ainda segundo o parlamentar gaúcho, o PP orientou os filiados a entregarem os cargos que ocupam no governo do PSD. Alguns foram entregues e outros ainda devem ser deixados nos próximos dias.










