• 27 de outubro de 2021
  • Nova Roma do Sul

Mulher é detida ao se manifestavar contra Bolsonaro durante passeio de moto em Porto Alegre

Uma mulher de 47 anos foi detida, algemada e levada à delegacia enquanto fazia um panelaço contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no local onde acontecia o passeio de moto promovido por apoiadores em Porto Alegre, na manhã deste sábado (10).

Ela assinou um termo circunstanciado por desobediência e foi liberada. O advogado dela afirma que ela se exaltou, mas que “estava em seu direito de se manifestar” e que “em nenhum momento teve a intenção de fazer algo ou de agredir alguém”.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do RS (SSP), a mulher ameaçou motociclistas que passavam, e foi abordada e solicitada a se afastar “por diversas vezes”.

“Apesar das repetidas tentativas das PMs de afastar a mulher, ela desobedeceu a ordem, desacatou as PMs que a abordaram, tentou chutar um dos motociclistas e manteve as ameaças de agressão. Em razão disso, a mulher foi contida por policiais femininas no local e conduzida até a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA)”, diz a nota.

O advogado da mulher, Aloísio Rosa de Melo, informou que a cliente reconheceu que se exaltou e que em nenhum momento teve a intenção de fazer algo ou agredir alguém.

“Era o direito dela de livre manifestação. Ela me disse que era muito mais pela questão das mais de 500 mil mortes [pela Covid], e um evento que parece um deboche da situação toda”, diz.

Segundo Aloísio, a cliente foi algemada e conduzida por duas policiais femininas à delegacia. “Quando eu cheguei lá [na DP], eu até pedi para tirar uma das algemas que ela ainda tinha em um dos braços, porque isso na verdade é ilegal. Só pode ser algemado se há uma resistência muito grande por parte da pessoa, e ela não me disse ter resistido”, destaca.

Sobre o fato da mulher ter sido algemada, a SSP informou que “diante da exaltação inicial da cidadã, no momento e contexto dos fatos, houve necessidade de se fazer o uso de algemas para sua contenção, conforme prevê a súmula vinculante 11 do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de salvaguardar a integridade física da detida e de terceiros”.

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