• 27 de outubro de 2021
  • Nova Roma do Sul

Intervalo entre doses da Pfizer e da Astrazeneca passa a ser de 10 semanas, define Secretaria de Saúde do RS

Prazo que vinha sendo implementado era de 12 semanas. Estado também definiu que lactantes, crianças e adolescentes passarão a ser vacinados.

O intervalo entre as doses das vacinas contra a Covid Astrazeneca e Pfizer será reduzido de 12 para 10 semanas no RS, conforme definiram a Secretaria de Saúde e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems/RS) em reunião, nesta segunda-feira (12).

A medida vale tanto para quem já recebeu a primeira dose e para quem será vacinado a partir de agora. A redução também vem sendo adotada por outros estados.

Segundo a SES, há 687.105 doses da AstraZeneca reservadas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi) para serem distribuídas às coordenadorias regionais de saúde (CRSs) a partir de quarta-feira (14). Municípios que já tenham as doses, podem iniciar a aplicação no novo prazo.

Já quanto a Pfizer, no momento não há remessas com prazo para dose 2 até o início de agosto, segundo a secretaria.

A Secretaria de Saúde de Porto Alegre informou que aguarda o envio das doses para realizar as alterações no calendário vacinal. Para terça-feira (13), segue o intervalo de 12 semanas necessário para a segunda dose.

O objetivo da mudança, diz a SES, é acelerar a resposta imune com a vacinação completa, considerando a suspeita de detecção da variante delta no estado. Duas amostras de pacientes que podem ter sido infectados com a variante foram enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta segunda, para sequenciamento genético.

“Para essa cepa, é ainda mais necessário ter o esquema vacinal completo”, explica a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde, Ana Costa. “Temos essa semana um novo cenário na pandemia em território gaúcho, com duas suspeitas dessa variante, que se mostrou mais agressiva. Diminuímos o intervalo dentro da margem de segurança da efetividade da vacina, e acelerar a imunização completa da população com a dose 2”, completou a diretora.

As próximas remessas que chegarem ao Estado deverão ficar reservadas para garantir o tempo de aplicação da segunda dose dentro do prazo. A secretária de Saúde, Arita Bergmann, ressaltou que “não devemos usar doses reservadas para dose 2 (D2) para primeira aplicação (D1) e nem vice-versa. É um adiantamento de duas semanas na D2, mas todo o planejamento restante segue o mesmo”.

Lactantes, crianças e adolescentes

 

A Secretaria ainda definiu a priorização da vacinação das lactantes, mães que estejam amamentando bebês com até 11 meses e 29 dias, para aumentar a proteção dos bebês ao serem amamentados por mães vacinadas. Não serão distribuídas novas doses especificas para esse público, e o chamamento ficará a cargo das prefeituras.

E determinou que crianças e adolescentes, entre 12 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias, com comorbidades, poderão ser vacinados com a Pfizer.

A vacina possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a faixa etária. “Todas as pessoas com essa idade que vieram a óbito no Rio Grande do Sul tinham alguma comorbidade”, explicou a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos.

A distribuição de doses para esse público alvo começará assim que novas doses do imunizante chegar. O Cevs publicará nota técnica especificando as comorbidades que serão abrangidas.

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