• 27 de outubro de 2021
  • Nova Roma do Sul

Delegado de Bento Gonçalves alerta sobre os golpes dos criminosos

Os criminosos agem, principalmente, através das redes sociais e ligações telefônicas, mas, os velhos golpes, como o bilhete premiado, ainda fazem vítimas.

Um dos crimes que mais faz vítimas em Bento Gonçalves, o estelionato, tem ocorrido em proporções maiores ano após anos, tanto na cidade, quanto em todo o Rio Grande do Sul. Em 2021, a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento do município tem registrado casos praticamente todos os dias.

De acordo com levantamentos da Secretária de Segurança Pública, o número de vítimas no ano passado foi mais do que o dobro de 2019. No total, 2020 encerrou com 62.379 ocorrências, o que gera uma média de um golpe a cada 8 minutos. E, de acordo com o delegado da 2º Delegacia de Polícia Civil de Bento Gonçalves, Rodrigo Morale, os casos na cidade estão aumentando em 2021.

“Teve um aumento significativo nos casos de estelionato. São diversos golpes diferentes que estão sendo cometidos não só aqui na cidade, mas em todo o estado do Rio Grande do Sul.” Afirmou o agente.

Atualmente, os criminosos agem de quatro formas principais. O golpe que mais faz vítimas é do WhatsApp. Neste, os estelionatários mandam mensagens para familiares e amigos das pessoas afirmando que trocaram de número (em muitos casos eles clonam o número verdadeiro, passando ainda mais credibilidade) e precisam de uma transferência, PIX ou pagamento de uma conta.

O depósito de envelopes vazios e falsos comprovantes de transferências também fazem muitas vítimas. Comumente, esse golpe é empregado em compras de itens em grupos de redes sociais. O criminoso demonstra interesse, fecha negócio e envia um comprovante falso – ou deposita um envelope vazio – e solicita que a vítima envie o produto no mesmo dia. De acordo com o Delegado Morale, esse estelionato é mais comum nas sexta-feiras perto do horário de fechamento dos bancos.

Os estelionatários também atuam através da extorsão por conta de fotos íntimas. Neste método de golpe, os criminosos criam um perfil falso em uma rede social e começam a adicionar as pessoas e trocar mensagens. Depois de um tempo, eles solicitam as fotos e, ao momento que a vítima envia, o estelionatário começa a fazer ameaças de que irá divulgar o material caso a pessoa não transfira dinheiro.

Outra forma que os criminosos agem é passando-se por funcionários de bancos. Eles ligam para vítima e afirmam que o cartão foi clonado e um empregado do banco irá até a residência da pessoa para pegar o item e bloqueá-lo. Para passar a idéia de ação verdadeira, o estelionatário afirma que a vítima só pode entregar o cartão caso o individuo que vai busca-lo diga uma senha numérica passada por telefone. Quando a pessoa entrega o cartão, começam a surgir saques, compras e outras ações financeiras não autorizadas.

Caso a pessoa caia em um golpe, ela deve imediatamente procurar a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento e fazer um boletim de ocorrência. O Delegado Morale esclarece quais comprovantes devem ser levados já no momento do registro.

“O estelionato, hoje, é um crime de ação penal pública condicionada à representação, a pessoa tem que expressar a vontade em processar. Ela tem seis meses a partir da data do fato pra isso, e a partir desse momento ela vai na na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento, registra uma ocorrência expressa a vontade de representar e a autoridade policial irá fazer investigação para identificar o autor do delito.

A vítima deve ter em mãos já o print das conversas, do número que ela tá falando, se possível já trazer extrato bancário da conta creditada, para que nós possamos fazer a investigação da melhor forma.” Declarou.

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